Sexta-feira, 11 de Maio de 2007

Há um Robin dentro de nós

Há um Robin Hood escondido dentro de quase todas as pessoas.

Pesquisadores dos EUA e da Alemanha verificaram uma aparente tendência humana para tirar aos ricos e dar aos pobres, mesmo que isso tenha um custo considerável para o candidato a justiceiro de Sherwood.

Dinheiro na jogada

Os pesquisadores recrutaram 120 estudantes da Universidade da Califórnia em Davis e dividiram-nos em grupos de quatro pessoas.

No interior desses grupos, todas as pessoas permaneciam anónimas: cada pessoa participava em cinco rogadas da brincadeira, mas trocava de parceiros (sempre desconhecidos) a cada rodada. (A precaução foi tomada para evitar que as pessoas ganhassem alguma forma de reputação ao longo do jogo.)

No começo das sessões de jogo, os jovens, sentados na frente de um computador, recebiam uma soma aleatória de dinheiro (não mais que algumas dezenas de dólares). Embora não vissem a cara de seus parceiros, a tela do PC mostrava também quanto cada um deles tinha recebido.

A partir daí, a pessoa tinha duas opções:

- Podia decidir tirar dinheiro das mãos dos seus colegas: nesse caso, para cada três dólares que o parceiro perdia, digamos,  a pessoa que decretava esse corte tinha de perder um dólar também.

- Também tinha a possibilidade de dar dinheiro a um colega: nesse caso, para cada dólar que ela decidia perder, o outro ganhava três.

O que é que alguém racional,  interessado somente em facturar, escolheria nessa situação? Provavelmente ficar quietinho no seu canto, já que qualquer opção geraria perdas para si mesmo.

Mas não foi o que aconteceu. Cerca de 70% dos jogadores decidiram aumentar ou diminuir os ganhos de algum colega pelo menos uma vez. E não só isso: em média, os que ganhavam mais dinheiro no começo eram quatro vezes mais punidos com "débitos" do que os que ganhavam menos. Os mais "pobres" do grupo eram os que mais utilizavam a opção de limar os ganhos dos outros, enquanto os mais "ricos" eram os que mais escolhiam dar dinheiro aos colegas.

É importante lembrar que, para quem tomava essas atitudes, não havia ganho nenhum: o dinheiro "debitado" aos demais simplesmente evaporava-se – não ficava para ninguém.

Além disso, análises estatísticas mostraram que não havia nenhum tipo de vingança envolvida: mesmo pessoas muito punidas numa rodada podiam ser generosas com os "desfavorecidos" na rodada seguinte.

 É como se a maioria dos participantes realmente tivesse uma preocupação consistente com a igualdade entre os jogadores.

(extraído de, Reinaldo José Lopes Do G1, em São Paulo http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,MUL20724-5603,00.html

  

 

publicado por robin-hood às 18:43
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